O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (26) que não deseja ver pessoas “feridas ou mortas nas ruas do país”, após a morte de dois civis em protestos contra operações do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE) em Minneapolis. A declaração foi feita pela porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, que também responsabilizou líderes democratas locais pelo “caos” na cidade.
Conflito em Minneapolis
No último sábado (24), o enfermeiro intensivista Alex Pretti, de 37 anos, foi morto a tiros durante confronto com agentes federais enquanto filmava uma operação. O caso intensificou os protestos diários contra a presença do ICE e da polícia de fronteira em Minneapolis, considerada uma cidade-santuário, onde autoridades locais se recusam a cooperar com forças migratórias federais.
A morte de Pretti ocorreu menos de três semanas após outro episódio semelhante: a americana Renee Nicole Good, também de 37 anos, foi baleada por um agente do ICE durante uma operação contra imigrantes em situação irregular.
Reações políticas
Trump exigiu o fim da “resistência e do caos” e pediu que a investigação sobre os casos siga “guiada pelos fatos”. A Casa Branca acusou o governador Tim Walz e o prefeito Jacob Frey, ambos democratas, de difundir “mentiras” sobre os agentes federais.
Enquanto isso, democratas no Congresso ameaçam bloquear votações orçamentárias se não houver suspensão das operações em cidades-santuário. O senador Mark Warner (Virgínia) declarou que não apoiará novos recursos para o Departamento de Segurança Interna (DHS) enquanto a política “violenta” continuar.
Já o líder democrata no Senado, Chuck Schumer, reforçou que não aprovará financiamentos que incluam o DHS, acusando o órgão de não controlar abusos do ICE.
Do lado republicano, senadores pediram uma investigação completa sobre os homicídios e maior cooperação entre autoridades locais e federais. O procurador-geral adjunto Todd Blanche comparou a situação com o Texas, onde, segundo ele, há mais deportações e menos conflitos devido ao apoio das forças locais.
Audiências judiciais
Nesta segunda-feira, um tribunal federal de Minnesota analisou se a mobilização do ICE viola leis estaduais. Em outra audiência, uma juíza avaliou pedido da procuradora-geral para impedir que o governo federal destrua provas relacionadas à morte de Pretti.
Ano eleitoral e novas pressões
Em meio ao ano eleitoral, Trump também destacou investigações sobre suposta fraude nos serviços sociais de Minnesota, estimada em mais de US$ 20 bilhões (R$ 105,5 bilhões), envolvendo principalmente a comunidade somali.
📌 Em resumo: após mortes em operações migratórias em Minneapolis, Trump pediu o fim da resistência e defendeu os agentes federais, enquanto democratas exigem suspensão das ações e ameaçam travar votações no Congresso.
Origem: https://www.rsnoticias.top/2026/01/trump-pede-fim-da-resistencia-em.html
