Agentes federais de imigração dos Estados Unidos mataram a tiros um homem em Minneapolis neste sábado (24), segundo autoridades locais. Este é o segundo caso de morte por disparos de agentes na cidade em janeiro, fato que intensificou os protestos e a indignação pública.
Contexto recente
Menos de três semanas antes, a americana Renee Good havia sido morta por um agente do ICE (Serviço de Imigração e Controle de Alfândega) durante uma operação contra imigrantes irregulares.
O governo americano afirmou que os agentes agiram em legítima defesa, alegando que buscavam “um estrangeiro em situação irregular procurado por agressão violenta”.
Reações políticas
O governador de Minnesota, Tim Walz, classificou a ação como “atroz” e exigiu investigação estadual. Já o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, pediu ao presidente Donald Trump que encerre a operação federal anti-imigração, que tem provocado manifestações crescentes.
Trump respondeu em sua plataforma Truth Social, acusando Frey e Walz de “incitar a insurreição” com suas declarações. O presidente já havia ameaçado invocar a Lei de Insurreição para enviar tropas ao estado.
O incidente
Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra agentes cercando uma pessoa no chão, golpeando-a e, em seguida, disparando. O Departamento de Segurança Interna (DHS) informou que o homem portava uma pistola semiautomática de 9 mm e resistiu violentamente à tentativa de desarme. Ele recebeu atendimento médico no local, mas não sobreviveu.
O chefe de polícia de Minneapolis, Brian O’Hara, afirmou que a vítima era um proprietário legal de arma com permissão de porte e descreveu a situação como “incrivelmente volátil”.
Protestos e tensão
Após o episódio, os agentes declararam o protesto como reunião ilegal e usaram gás lacrimogêneo para dispersar a multidão. Manifestantes ergueram barricadas com caçambas de lixo em um bairro movimentado da cidade.
Walz voltou a criticar duramente a operação:
“Minnesota já está farta. Isso é repugnante. O presidente precisa encerrar esta operação.”
A senadora democrata Amy Klobuchar também condenou o caso, afirmando que “o mundo está observando” e responsabilizando Trump e seus subordinados pela escalada da violência.
Escalada de indignação
Minneapolis já vivia protestos desde a morte de Renee Good, em 7 de janeiro. O oficial responsável pelos disparos, Jonathan Ross, não foi suspenso nem acusado. A revolta ganhou ainda mais força após a detenção do menino equatoriano Liam Conejo Ramos, de cinco anos, e de seu pai, na última semana.
📌 Em resumo: a morte de mais um civil por agentes de imigração em Minneapolis intensificou os protestos contra a operação federal, ampliando o confronto político entre Trump e autoridades democratas de Minnesota.
Origem: https://www.rsnoticias.top/2026/01/novo-disparo-fatal-de-agentes-de.html
