RS Notícias: Governo do RS não acionou EGR para concessão de rodovias

 

 

O diretor-presidente da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), Luís Fernando Pereira Vanacôr, afirmou em depoimento à CPI dos Pedágios da Assembleia Legislativa que o governo estadual não procurou a companhia como alternativa para assumir os blocos 1, 2 e 3 de concessões rodoviárias. Segundo ele, a estatal foi apenas consultada para fornecer informações técnicas sobre as estradas.

Capacidade da estatal

Vanacôr declarou que a EGR teria condições de executar as obras previstas nos blocos 1 e 2 com o aporte público de R$ 1,5 bilhão por lote, mas reconheceu limitações estruturais devido à falta de pessoal. Atualmente, a empresa administra 630 km de rodovias e 10 praças de pedágio, mas perderá essa gestão quando as concessões forem concluídas, em 2027. A extinção da estatal é considerada provável, já que foi promessa de campanha do governador Eduardo Leite (PSD).

Debate na CPI

Deputados de oposição defenderam que a EGR poderia realizar as obras com tarifas menores, já que não opera com lógica de lucro. Vanacôr explicou que a meta da empresa é equilibrar receitas e despesas, e que desde 2015 a estatal usufrui de imunidade tributária, permitindo maior capacidade de investimento.

Por outro lado, o líder do governo, Frederico Antunes (PP), questionou a eficiência da companhia, lembrando que apenas 10% dos 630 km administrados foram duplicados em quase 14 anos de atuação. Vanacôr admitiu que, com a tarifa média de R$ 0,10 por km, seria difícil viabilizar as obras.

O relator da CPI, Miguel Rossetto (PT), anunciou que enviará ofício à EGR para confirmar se, com tarifa de R$ 0,12 por km e o aporte público previsto, a estatal poderia realizar as intervenções. Para ele, não utilizar a empresa representa o “custo da ideologia privatista”.

Próximos passos

Além da oitiva de Vanacôr, também foram ouvidos o diretor-geral do Daer, Luciano Faustino da Silva, e o conselheiro Luís Roberto Ponte. A CPI aprovou 18 requerimentos para solicitar documentos e novas oitivas, incluindo análises do TCE-RS sobre o bloco 2 e dados da concessionária CSG, responsável pelo bloco 3.

A comissão volta a se reunir nesta quarta-feira, às 18h, para ouvir o superintendente de soluções de infraestrutura do BNDES, Ian Ramalho Guerriero.

📌 Resumo: A CPI dos Pedágios revelou que o governo do RS não considerou a EGR como alternativa para concessões de rodovias. A estatal afirma ter capacidade técnica, mas enfrenta limitações estruturais. O debate opõe oposição, que defende pedágios mais baratos via EGR, e governo, que aponta falta de eficiência da empresa.

Origem: https://www.rsnoticias.top/2026/02/governo-do-rs-nao-acionou-egr-para.html

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