Os Estados Unidos instaram neste sábado (10) o governo da Síria e as forças curdas a retomarem o diálogo, após vários dias de intensos combates em Aleppo, que já forçaram dezenas de milhares de pessoas a deixarem suas casas.
Conflitos recentes
- Desde terça-feira, os confrontos entre o governo central e os curdos, que controlam parte do nordeste do país, deixaram 21 civis mortos, segundo fontes de ambos os lados.
- Cerca de 155 mil pessoas foram deslocadas, a maioria moradores de bairros curdos.
- Os embates são considerados os mais violentos em Aleppo desde a queda de Bashar al Assad em dezembro de 2024.
Disputa sobre rendição
As autoridades sírias afirmaram que combatentes curdos entrincheirados em bairros da cidade haviam se rendido e estavam sendo evacuados para o nordeste do país. As forças curdas, no entanto, classificaram a versão como “totalmente falsa” e garantiram que pretendem continuar resistindo.
Intervenção americana
Em Damasco, o enviado dos EUA, Tom Barrack, pediu “moderação” e exigiu o fim imediato das hostilidades após reunião com o presidente sírio Ahmed al Sharaa.
Situação em Aleppo
- O Exército sírio anunciou o controle de Ashrafieh e o fim das operações militares em Sheikh Maqsud, além da transferência de combatentes para áreas curdas no leste.
- Um correspondente da AFP relatou ter visto ônibus transportando combatentes escoltados por forças de segurança.
- Apesar disso, os curdos afirmam que os enfrentamentos continuam.
Corredores humanitários
Nos últimos dias, o Exército sírio abriu dois corredores humanitários para permitir a saída de civis dos bairros curdos. Damasco havia solicitado que os combatentes deixassem a cidade, prometendo transporte seguro para áreas controladas pelas Forças Democráticas Sírias (FDS).
Risco de escalada regional
As FDS, apoiadas por Washington e fundamentais na luta contra o Estado Islâmico, contam também com o respaldo de Al Sharaa. Os combates aumentam os temores de uma escalada regional, já que a Turquia sinalizou disposição para intervir ao lado das forças sírias, enquanto Israel declarou apoio aos curdos.
Fonte: Correio do Povo
Origem: https://www.rsnoticias.top/2026/01/eua-pedem-retomada-de-dialogo-entre.html
