O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Herman Benjamin, recebeu nesta terça-feira (3) um relato de que o ministro Marco Aurélio Buzzi teria cometido assédio sexual contra uma jovem de 18 anos. A informação foi divulgada pela revista Veja e confirmada pelo Estadão.
Denúncia
Segundo o relato, o episódio ocorreu durante o recesso, na casa de praia do ministro em Balneário Camboriú (SC), quando ele recebeu uma família de amigos. A filha do casal, que tratava Buzzi como “tio”, afirmou que o ministro tentou agarrá-la à força. Acompanhada dos pais, a jovem registrou boletim de ocorrência.
A mãe da vítima pediu respeito à privacidade da filha e da família. O advogado Daniel Leon Bialski, que representa a jovem, declarou em nota que aguarda “rigor nas apurações e o respectivo desfecho perante os órgãos competentes”, ressaltando a necessidade de preservar a vítima diante da gravidade do caso.
Defesa
Em comunicado divulgado pela assessoria do STJ, Buzzi afirmou ter sido “surpreendido” pelas acusações e negou qualquer conduta imprópria.
Investigação
Na manhã de quarta-feira (4), a família prestou depoimento ao corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Mauro Campbell, também ministro do STJ. O CNJ informou que o caso tramita em sigilo para proteger a intimidade da vítima e evitar sua exposição.
Possíveis sanções
Caso seja aberto procedimento e confirmada a denúncia, Buzzi poderá sofrer sanções administrativas que vão de advertência até aposentadoria compulsória. A família também foi orientada a procurar o Supremo Tribunal Federal (STF), foro competente para processar e julgar criminalmente ministros de Cortes superiores.
Um integrante do STJ afirmou que não há disposição entre os colegas de proteger o ministro acusado. O CNJ, por sua vez, reforçou recentemente a proibição de retaliações contra quem denunciar casos de assédio moral ou sexual no Judiciário.
📌 Resumo: O ministro Marco Aurélio Buzzi, do STJ, foi acusado de assédio sexual contra uma jovem de 18 anos. O caso está sob investigação do CNJ, em sigilo, e pode resultar em sanções administrativas ou processo criminal no STF.
Origem: https://www.rsnoticias.top/2026/02/cnj-apura-denuncia-de-assedio-sexual.html
