O vice-presidente e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin, avaliou neste domingo (22) que a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de derrubar tarifas de importação é positiva para o Brasil. “Como a alíquota agora é igual para todo mundo, nós não perdemos competitividade”, afirmou durante agenda em Aparecida do Norte (SP).
Benefícios destacados
- Fim das alíquotas mais altas aplicadas ao Brasil em relação a outros países.
- Redução ou até zeragem de impostos para produtos como combustíveis, carne, café, suco de laranja, celulose e aeronáutica.
- No setor de aeronaves, a tarifa de 10% caiu para zero, o que, segundo Alckmin, fortalece a competitividade da Embraer e de outras indústrias exportadoras.
Contexto das tarifas
- Alckmin ressaltou que medidas como as da Seção 232 (tarifas sobre aço, alumínio e cobre) atingem todos os países igualmente, não trazendo desvantagem específica ao Brasil.
- Ele lembrou que, mesmo com o “tarifaço” de Trump em 2025, o Brasil alcançou recorde de exportações, superando US$ 348 bilhões, graças à diversificação de mercados.
Negociações futuras
- A viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos EUA em março deve abrir espaço para novas negociações comerciais, incluindo questões não tarifárias.
- Alckmin destacou que os EUA, embora não sejam o maior comprador do Brasil, são relevantes por adquirirem produtos industriais.
- Ele também mencionou preocupações com a Seção 301, mas disse acreditar que pontos sensíveis serão esclarecidos.
Mercosul e União Europeia
Alckmin afirmou ainda que o acordo entre Mercosul e União Europeia deve ser aprovado em comissão da Câmara nesta terça-feira (24). “É o maior acordo entre blocos do mundo, abrangendo mais de US$ 22 trilhões e 720 milhões de pessoas”, disse.
Esse posicionamento reforça a estratégia do governo de buscar diversificação de mercados e competitividade internacional, mesmo diante de incertezas no comércio global.
Origem: https://www.rsnoticias.top/2026/02/alckmin-ve-competitividade-preservada.html
