O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, divulgou nesta semana uma nota com o objetivo de reduzir tensões internas e preservar a imagem da Corte diante das polêmicas relacionadas às investigações sobre o Banco Master. Parte dos ministros, em caráter reservado, afirmou ter tomado conhecimento do texto apenas após sua publicação.
Tentativa de equilíbrio
A nota foi construída a partir de conversas de Fachin com colegas nas últimas semanas. O presidente procurou atender tanto aos que consideram inadequada a condução do caso pelo ministro Dias Toffoli, quanto à ala que vê nas reportagens sobre familiares de Toffoli e de Alexandre de Moraes uma tentativa de intimidação contra o tribunal.
Fachin destacou que o STF “não se curva a ameaças ou intimidações”, mas alertou que “eventuais vícios ou irregularidades alegados serão examinados nos termos regimentais e processuais”. Ele reforçou que “todos se submetem à lei, inclusive a própria Corte Constitucional”.
Defesa institucional
O presidente avaliou que ataques a ministros fragilizam todo o tribunal perante a opinião pública. Por isso, sair em defesa dos colegas seria uma forma de blindar o STF.
“Quem tenta desmoralizar o STF para corroer sua autoridade, a fim de provocar o caos e a diluição institucional, está atacando o próprio coração da democracia constitucional e do estado de direito”, escreveu.
Fachin também sinalizou que o Supremo não deve se afastar da polêmica em torno do caso Master e lembrou que decisões tomadas durante o recesso “serão, oportunamente, submetidas à deliberação colegiada”.
Análise em plenário
A partir de fevereiro, quando o STF retomar suas atividades, o plenário poderá avaliar decisões de Toffoli e Moraes relacionadas ao processo. Nos bastidores, há dúvidas entre ministros sobre a validação de todas as medidas adotadas por Toffoli.
Relação com outras instituições
A nota também demonstrou preocupação com a relação do STF com órgãos como o Banco Central (BC), a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR), após episódios de atrito durante a tramitação do caso.
Entre eles, a convocação de um diretor do BC para depor junto a investigados, o envio de perguntas de Toffoli à delegada da PF e a determinação — depois revista — de que bens apreendidos fossem transferidos ao STF em vez de permanecer sob custódia da polícia.
📌 Em resumo: Fachin tenta pacificar o STF e preservar sua autoridade em meio às controvérsias do caso Master, defendendo colegas e reforçando que decisões tomadas durante o recesso serão analisadas pelo plenário.
Origem: https://www.rsnoticias.top/2026/01/fachin-busca-pacificar-stf-em-meio.html
