RS Notícias: ESTADÃO: EDITORIAL DE ARREPENDIMENTO?

 MÁGICA

Embora já tenha alertado inúmeras vezes de que a MÁGICA é a arte de CRIAR ILUSÕES de que algo impossível acontece, utilizando técnicas e desvio de atenção para surpreender o público, o fato é que muita gente, por conta de uma INGENUIDADE EXCESSIVA, se deixa levar pela ideia, ou certeza, de que o ILUSIONISMO se IDENTIFIQUE COM A CRENÇA de que o IMPOSSÍVEL sempre tem chance de se tornar REAL e TANGÍVEL.

ESTADÃO: VÍTIMA DA PRESTIDIGITAÇÃO

Pois, hoje, 07, o ESTADÃO, jornal paulista cujos editores -esquerdistas- não raro se manifestam apostando todas as fichas na MÁGICA e/ou no ILUSIONISMO PETISTA, levando seus leitores -INGÊNUOS- a acreditar que o GOVERNO LULA TEM O DOM DE PRODUZIR FELICIDADE -SEM CUSTO- ao POBRE e pra lá de ILUDIDO POVO BRASILEIRO, deu um forte sinal de que foi vítima da INFAME PRESTIDIGITAÇÃO PETISTA.

BIDU QUE DESCOBRIU A AMÉRICA

Vejam que através do editorial de hoje, o ESTADÃO, agindo escancaradamente tal qual -BIDU QUE DESCOBRIU A AMÉRICA- se deu conta de que os ESTÍMULOS PÚBLICOS (governo) aumentarão ARTIFICIALMENTE o PIB em ano eleitoral, criando uma -SENSAÇÃO ENGANOSA DE PROSPERIDADE- CUJO CUSTO FISCAL, INFLACIONÁRIO E SOCIAL RECAIRÁ SOBRE O PRÓXIMO GOVERNO. Que tal?

CRESCIMENTO ECONÔMICO FALSO

A seguir, o ESTADÃO, tomado certamente por um SURTO DE REALIDADE, admitiu que -a injeção de R$ 114 bilhões na economia por meio de INCENTIVOS PÚBLICOS corresponderá, pelo menos, à metade da taxa média de crescimento do PIB projetada para 2026 por um grupo de seis instituições financeiras. Estímulos que, inevitavelmente, vão fabricar uma FALSA SENSAÇÃO DE AQUECIMENTO ECONÔMICO, cujo CUSTO DA ILUSÃO será cobrado do próximo governo.

Impulsionado por benesses como a ampliação da faixa de isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil mensais, o PIB deve crescer 1,7% neste ano, segundo a média dos cálculos de Bradesco, Santander, Itaú Unibanco, BTG Pactual, XP Investimentos e Monte Bravo, sendo 0,9% decorrente de ESTÍMULOS GOVERNAMENTAIS. Ou seja, o dinheiro público que bancará a distribuição de botijões de gás, descontos e gratuidades em contas de luz, reformas de casas, crédito imobiliário e ampliação do Minha Casa, Minha Vida, entre outros, deve FORJAR O RESULTADO ECONÔMICO ILUSÓRIO pretendido pelo presidente LULA no ano em que tentará a reeleição.

A CONTA DA ILUSÃO CHEGARÁ ANTES DO QUE SE IMAGINA…

Mas, como dinheiro não dá em árvore, a conta chegará – e talvez antes do que se imagina, dado o cada vez mais tumultuado cenário internacional, que tende a mexer com a economia no mundo todo. Crescimento econômico baseado em estímulos governamentais, com aumento de gastos públicos e redução de impostos, fórmula que o governo federal adota sem moderação, traz riscos amplamente conhecidos, sendo os principais o aumento da inflação, dos juros e o desequilíbrio fiscal.

Os estímulos são ferramentas úteis para lidar com crises econômicas, em tempos de recessão, para reduzir os prejuízos causados por fenômenos naturais, como enchentes ou secas severas, ou para enfrentar emergências sanitárias, como a pandemia de covid-19. O uso em excesso de subvenções ou o prolongamento desnecessário de medidas de incentivo é uma armadilha para o futuro. Uma bomba de efeito retardado que o próximo presidente da República terá muita dificuldade para desarmar a partir de 2027.

Há muitos meses, o Banco Central (BC) tem alertado para o perigo de a economia estar operando acima de sua capacidade de produção, um dos principais motivos que elevaram a taxa de juros a exorbitantes 15% ao ano. É um modelo econômico que dissemina a alta de preços por uma lógica básica: há mais dinheiro circulando para uma quantidade de bens e serviços que não aumentou. Para tentar controlar a inflação, o BC apela aos juros altos, o que encarece o crédito, afasta o investimento privado, aumenta o endividamento das famílias e desestabiliza a economia a médio e longo prazos.

Para financiar os estímulos, o governo federal eleva tributos e aumenta seu próprio endividamento, o que, com os juros já nas alturas, ameaça a sustentabilidade fiscal e acende o alerta da inadimplência. É uma aposta de risco, com roteiro para lá de conhecido. Esse quadro deu origem, por exemplo, à grave crise econômica de 2014 a 2016, no governo de Dilma Rousseff.

Neste ano, o RISCO torna-se ainda maior diante das estimativas de queda da produtividade do setor agrícola, que sustentou a economia brasileira no ano passado. A estimativa da Fundação Getúlio Vargas é de que, depois do avanço de dois dígitos em 2025 (10,6%), o agro cresça somente 0,4% neste ano. A projeção é corroborada por bancos e entidades do setor, em razão de questões climáticas.

Ao freio do agro, juntam-se os estímulos mal direcionados que o governo Lula cria com subsídios permanentes – que não raro sustentam setores ineficientes. O quadro de instabilidade está posto, mantendo baixa a produtividade da economia brasileira e aumentando a dependência doméstica de fatores externos. Em meio à expansão de conflitos internacionais, acentuada pela recente ação dos Estados Unidos na Venezuela, com a captura do ditador Nicolás Maduro, afigura-se no horizonte próximo um cenário tenebroso.

Pontocritico.com

Origem: https://www.rsnoticias.top/2026/01/estadao-editorial-de-arrependimento.html

 

Comments

No comments yet. Why don’t you start the discussion?

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *